terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Leitura essencial

Nestes últimos dias por causa da Cimeira de Copenhaga temos sido bombardeados com uma quantidade incrível de disparates sobre alterações climáticas. É absolutamente extraordinário que tendo em conta que Copenhaga é uma Cimeira sobre clima "que vai salvar o mundo" se fale de tudo e mais alguma coisa, menos de clima. Por exemplo, nos telejornais dos três principais canais portugueses ouve-se falar em emissões de Co2, ouve-se falar em poluição, de ambiente, de urbanismo, de economia, de política, mas de clima zero. Como em Portugal felizmente ainda há pessoas verdadeiramente ligadas à área da climatologia ainda podemos ir encontrando informação sobre este assunto sem ser propaganda. Recomendo este excelente artigo do Rui Moura que tem prestado um autêntico serviço público no seu blogue mitos climáticos ajudando-nos a perceber melhor o que é clima e as causas da variabilidade climática bem como a desmontar a propaganda dos alarmistas do global warming com origem antropogénica: 


Desmontando o truque dos alarmistas via Mitos Climáticos


A American Thinker é uma importante página de internet que publica diariamente artigos de análise dedicados a temas dos mais variados campos. Como seria de esperar, o aquecimento global tem estado na agenda da American Thinker e, com maioria de razão, o escândalo do Climategate está a merecer uma atenção especial.

Marc Sheppard, um céptico convicto, é o editor de temas ambientais da American Thinker, mas escreve sobre diversos outros temas numa perspectiva em que procura identificar e expor os argumentos de carácter ideológico dissimulados sob representações enviezadas da Ciência e da Tecnologia.

Com óbvio sentido de oportunidade, Marc Sheppard, que é senior partner numa empresa de consultoria informática, decidiu escrever um extenso artigo em que desmonta o “truque” de Michael Mann referido por Phil Jones num dos e-mails revelados pelo Climategate.

O que Marc Sheppard procura demonstrar é que a referência de Jones ao "truque" de Mann, alegadamente para “esconder o declínio”, não tem a ver com a ocultação do declínio das temperaturas observadas a partir de 1998, uma vez que o e-mail de Jones é de Novembro de 1999 e não poderia estar já a integrar esse período, mas sim com um outro declínio de temperaturas com muito maior significado.

De facto, o declínio que Jones procurava, a todo o custo, ocultar não dizia respeito às temperaturas medidas, mas sim às temperaturas “reconstruídas” a partir do conjunto de dados designados por proxies, por exemplo, a evolução dos anéis das árvores, dados que permitem estabelecer uma correlação com as temperaturas que teriam sido verificadas em épocas afastadas em que, obviamente, o Homem ainda não dispunha de termómetros.

Foram as temperaturas reconstruídas que permitiram a Michael Mann e respectivos colegas elaborar o famoso gráfico do hockey stick, uma peça fundamental no argumentário do IPCC e dos alarmistas. Este gráfico foi denunciado como uma fraude, mas nem por isso os alarmistas desistiram de o apresentar como uma sólida prova da sua teoria. Al Gore, por exemplo, não hesitou em recorrer ao hockey stick.

Um dos indícios que levantou suspeitas acerca do hockey stick foi o facto de fazer tábua rasa da existência de dois períodos climáticos relativamente recentes, o Período Quente Medieval, sensivelmente entre os anos 900 e 1300, com temperaturas bem mais elevadas do que as actuais, a que se seguiu um período de arrefecimento, conhecido por Pequena Idade de Gelo, que terminou por volta de 1850.

Por motivos óbvios, aos alarmistas não convinha nada reconhecer a existência destes dois períodos. O dióxido de carbono de origem antropogénica ainda estava longe de fazer a sua entrada em cena e, não obstante, ocorriam alterações climáticas de amplitude significativa. 
How inconvenient...!

Por isso, os alarmistas não hesitaram em manipular os dados, tanto mais que a série de temperaturas reconstruídas e a série de temperaturas medidas, a partir de 1850, mostravam divergências insanáveis quando se procurava integrar as duas séries num registo contínuo. Entre umas e outras, ficavam em causa, obviamente, as temperaturas reconstruídas. Lá se ia todo o fundamento dos gráficos agitados pelos alarmistas. Havia que ocultar o “declínio”, melhor dizendo, a divergência encontrada. E os charlatães não se fizeram rogados...

Marc Sheppard deu-se ao trabalho de fazer este estudo com todo o detalhe. O seu artigo foi publicado na American Thinker em 6 de Dezembro de 2009, véspera de início da Cimeira de Copenhagen, com o título “
Understanding Climategate's Hidden Decline”.

O artigo é um pouco extenso, mas convem ler na íntegra para entender melhor, não só a essência da fraude, mas também a hipocrisia da argumentação de Phil Jones e dos seus seguidores, quando procuram desvalorizar a referência ao "trick", supostamente um termo coloquial proferido numa inocente conversa privada.

Em Portugal conhecemos bem este tipo de argumentos e sabemos como se safam os que são apanhados em inocentes conversas privadas. O azar de Phil Jones é que não vive em Portugal.


Nenhum comentário:

Postar um comentário